sexta-feira, maio 26

315. Serrat condecorado

Serrat recebe a medalha de ouro por mais de 40 anos de trabalho

Luis Pliego, do Periódico de Catalunya
Barcelona

Foi um ato simples e contido. Joan Manuel Serrat recebeu ontem (quarta, 24) a Medalha de Mérito no Trabalho (em sua categoria de ouro) no andar superior do Teatro Nacional da Catalunha (TNC), das mãos do ministro do Trabalho, Jesús Caldera. O cantautor foi condecorado por sua dedicação “al tajo”, que não deixou de freqüentar durante os últimos quarenta anos. Acompanhado por sua esposa, Candela Tiffon, o artista do Poble Sec conteve a emoção e desmistificou o mérito do trabalho.
“Custa-me encontrar as palavras de agradecimento e me custa superar os escrúpulos que traz à lembrança os tempos idos quando esta medalha associava-se à demonstração sindical”, assegurou Serrat, no teatro que anda abarrotado atualmente com o espetáculo do seu último disco, “Mô”.
No ato, além do Ministro e o Delegado do Governo, Joan Rangel, assistiram o prefeito Joan Clos, o Conselheiro de Cultura, Ferran Mascarell; a Conselheira de Bem-Estar Social e Família, Carme Figueras; o jornalista Luis del Olmo, e a vereadora (?) Katy Carreras. Todos assentiram as palavras de Serrat. “O trabalho não tem boa fama. O emprego sim, e o salário também. Porém, eu não vou engrandecer o trabalho. Nem sequer o cancioneiro tradicional o faz. Uma peça reivindica a saúde, o dinheiro e o amor, porém não diz nada sobre o trabalho”, divertiu-se.

BRINCADEIRAS À PARTE
Quando o autor deixou as brincadeiras de lado, confessou que na verdade a ele não lhe ficou outro remédio que trabalhar porque as canções não se escrevem “por osmose”. “O gênio e a inspiração não as compuseram por mim”, assegurou o músico.
E, enquanto sua esposa lhe concedia a medalha e o diploma, Serrat auxiliou sua intervenção. “Sinto-me como um menino a quem lhe dão um sorvete como prêmio por ter comido um chocolate”.
De sua parte, Caldera pronunciou fez colocações que ficaram entre o tom ministerial e o fervor do fã. “Este cenário simboliza seu trabalho. O labor que não deixaste desde que pegaste o violão e que faz com que as pessoas que te escutam sintam-se melhores. Ao som das tuas canções, o povo espanhol foi capaz de pôr mãos à obra para alinhavar novas formas de convivência”, afirmou o ministro do Trabalho. Para dar por encerrada a entrega, Caldera pronunciou um desejo em voz alta. “Eu, quando jovem, quisera ser como meu primo Joan Manuel”.

Mal traduzido do original em castelhano.

1 Comentários:

Blogger Biroslav disse...

Creio que coisas que não esperamos e que valem a pena serem vistas ocorrem de vez em quando...

sexta-feira, maio 26, 2006 2:58:00 da tarde  

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