sábado, maio 20

311. O amor nos tempos de cólera

O amor nos tempos de cólera
Alonso López Miranda

Pode ser que eu não saiba nada de poesia em si,
Porém, te faço um poema que vive no meu coração,
Pretendo descrever o brilho dos teus olhos,
O teu perfil cauto de sombras,
As tuas mãos que acariciam o meu tempo,
Os teus passos que ecoam na minha mente,
Só és poesia.

Tampouco sei de pintura,
Porém és o meu quadro perfeito;
Te observo com determinação e não
[posso esquivar o meu olhar do teu rosto,
Vejo cada sensação, cada sentimento em ti,
Cada vez atento ao que fazes ou não.

De música, nada sabia,
Até que chegou aos meus ouvidos as notas
[mais belas que nunca escutara:
o teu nome e a tua voz.
És toda a música que necessito cada manhã,
Cantando o teu nome na minha solidão.

Não sei nada de nada,
Apenas que és a minha poesia, a minha pintura,
[a minha música, o meu filme predileto...
És a minha arte, a minha vida.

Te amo.

* * *

L’amor en els temps de còlera
Alonso López Miranda

Potser no sé res sobre la poesia mateixa,
Però et fas un poema viu en el meu cor,
Intento descriure la brillantor dels teus ulls,
El teu perfil caut d’ombres,
Les teves mans que acaricien el meu temps,
Els teus passos que reboten en la meva ment,
Sols ets poesia.

Tampoc sé de pintura,
Però ets el meu quadre perfecte;
T’observo amb deteniment i no puc esquivar
[la meva mirada del teu rostre,
Veig cada sensació, cada sentiment en tu,
Cada vegada atent al que facis o no.

De música res en sabia,
Fins que varen arribar als meus oïdes
[les notes més boniques que mai hagi escoltat:
el teu nom i la teva veu.
Ets tota la música que necessito cada matí,
Cantant el teu nom en la meva solitud.

No sé res de res,
Només que ets la meva poesia, la meva pintura,
[la meva música, la meva pel·lícula preferida...
Ets el meu art, ets la meva vida.

T’estimo.

4 Comentários:

Anonymous Sissi disse...

poxa vida... que suave, que delicado... obrigada por postar algo tão sublime, pois em dias coléricos como esses que temos vivido é sempre um bálsamo encontrar palavras que ainda nos fazem bem.

domingo, maio 21, 2006 1:04:00 da tarde  
Blogger Cicero disse...

Lindo poema Sérgio!

segunda-feira, maio 22, 2006 1:05:00 da tarde  
Blogger Jeferson Ferreira disse...

muito bonito... faz tempo que não visitas o cabaré, hein...

segunda-feira, maio 22, 2006 3:10:00 da tarde  
Blogger Sergi-Domenech Ferrer i Vernau disse...

Agradeço os elogios, mas quem os merece é o Sarsanedas... eu tão-somente traduzi os versos.

sexta-feira, junho 02, 2006 12:19:00 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home