domingo, setembro 5

Holandês ou francês?

A escolha do nome deste novo blog foi um critério musical; e fazendo uma classificação esteriotipada das personalidades pelas nacionalidades, talvez eu esteja mais para francês: arrogante, mal-educado, presunçoso e de humor ácido.
Além do péssimo vício mimético que tenho, desde pequeno. Quando vejo um filme que me agrada, acabo por incorporar detalhes do filme ou de um personagem, uma personalidade camaleão; e isso porque a gente me acha original. Que ironia!
O mesmo dos meus escritos (que presunção! as minhas digitadelas...) que absorvem algumas características do autor que estou a ler no momento; vide próprio o texto abaixo: é tão Guareschi que tem até mesmo uma citação, do Guareschi do Zibaldino.

Cursos e profissões estúpidas

Faço cá um mea-culpa: às comentadoras da minha última postada (ficou bom para substituir post, não?), vos declaro que eu também, eu também sou bancário. Evidente que não por escolha, mas o que fazer, «provate pure a credervi assolti, siete lo stesso coinvolti», ou seja, essa minha declaração é como tentar limpar um borrão de tinta num pano branco fazendo uso dum guardanapo: só aumentará o borrão.
E desse meu novo mestiere, às vezes mandam-me fazer uns cursos, estúpidos. Como por exemplo, curso de vendas. Segunda e terça, dois dias de tortura com esse maldito verbo: vender, vender, vender. Também aproveitei para disseminar o mal-estar entre os participantes como no coffee-break (mas porque esse maldito anglicismo?!), onde afirmei categoriacamente que, no último século, indubitavelmente evoluímos no que concerne às tecnologias, às invenções; mas e enquanto nós seres humanos? É visível que regredimos; voltamos a uma lei do mais forte voltada à sociedade de mercado. A lei da selva de pedra.
Se tirei alguma coisa dor curso? Claro! Que há a lei da probabilidade mínima. Por exemplo: se você não jogar na loteria, não vai ter a menor possibilidade de ganhar o prêmio.
Moral da história: continuai a jogar na loto para que vos livrais desses cursos odiosos.

Filmes franceses

A discussão insulsa entre holandês versus francês veio ontem por causa do filme Domicílio conjugal do Truffaut. Excelente filme, diga-se de passagem; ao contrário do que se diz dos filmes franceses e europeus de maneira geral. E como um filme desse pode ser infinitamente melhor. Talvez algum batráquio que caia aqui tente defender produções estadunidenses, que geralmente pecam pelo enredo murcho e um explosão convulsiva de efeitos especiais; filmes que os faz bem, com pouco orçamento e sem efeitos especiais, são os europeus; este sim, cinema por excelência. E como incita Godard num dos seus filmes: «Mas existem os Estados Unidos?».

3 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Eu não ia deixá-lo omitir das massas a sua função de bancário, pois sei que você não quis ofender a categoria mas as atitudes impostas pelos empregadores aos que pertencem a ela. Também eu cá não poderia perder o efeito irônico do comentário.

Um grande abraço
e dê descarga nesse maldito autocomiseramento

Gran DUCE Michelle di Pegna

domingo, setembro 05, 2004 10:35:00 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Uma vez, o Tatit disse numa aula que chamar um país de "estados unidos" é o mesmo que chamá-lo de "república federativa".
Abraços,
Buu

segunda-feira, setembro 06, 2004 1:17:00 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Podes crer. Os quatro piores dias da minha vida foram passados numa cadeira em torno da qual estavam outros panacas que ouviam um inglês chamado Trevor falar de márquetchim ou algo assim.
A Júlia, que foi a primeira a me ver depois da infausta jornada, emitiu o seguinte juízo: eu estava "sugado".
Conde, ainda será preciso insistir? Onde estão as bombas?
Um abraço operário.
Érico.

quarta-feira, setembro 08, 2004 1:36:00 da tarde  

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