terça-feira, agosto 22

346. Em direção ao futuro

Introdução fragmentada

O timer biológico ligou. Na hora de referência, eram 9 horas do GMT-3. Sim, era difícil falar as horas assim, mas era a denominação oficial baixada por decreto e acertada pelas grandes corporações na Organização Mundial do Comércio há uns quinze anos. Não se podia usar o termo manhã porque era politicamente incorreto. Mas, as novas resoluções da Organização de há dois anos atrás, fizeram o mundo adotar o sistema de contagem de tempo por graus, proibindo o velho sistema de horas. Houve um ano de transição, onde os dois sistemas eram considerados válidos; depois desse anos, o sistema de graus passou a ser o único vigente e válido. Muito embora os relógios de rua mostrassem a hora mundial em graus, havia gente que não se acostumava e mantinha os velhos relógios de fuso e hora no pulso, embora tal fosse proibido pelo Conselho Regional da América do Sul - de acordo com as diretrizes da OMC - e passível de multa. Bem, o timer biológico, que é um tipo de caixinha que, monitorando seu sono, consegue definir a hora exata que você vai levantar e, como um cronômetro, começa a marcar a sua manhã biológica.
Por isso que nossos relógios têm dois campos de tempo: um com os graus do tempo mundial, como referência e o outro, que recebe uma radiofreqüência do timer biológico, e dali calculamos quando vamos entrar no trabalho por exemplo, ou a que horas as crianças vão às aulas. Tudo isso, inicialmente, pareceu que resolveria o velho problema da Humanidade com o tempo, mas, tendo em vista o atual estágio da nossa Civilização, desde que os Estados Nacionais foram abolidos pelas grande corporações que votaram em teleconferência, primeiro que não pagariam mais impostos, pois quase todos os serviços públicos lhes haviam sido outorgados e, votaram na seqüência, a extinção dos Estados Nacionais.

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